Um olho na oposição, outro na base

Surgem muitos nomes e especulações sobre nomes da oposição para disputar o Governo do Estado

Surgem muitos nomes e especulações sobre nomes da oposição para disputar o Governo do Estado.

Nenhum até agora com perspectivas concretas de vitória. Tende a ser candidatura para marcar posição. A definição deve ocorrer até maio, mas, com a tendência por um nome novo e desconhecido, o provável escolhido deve ir à rua até abril, ao final da janela para troca de partido, para ser testado. Opções aparecem e submergem. O empresário Geraldo Luciano disse que não quer. Beto Studart também afirmou que não será candidato, mas, vira e mexe, o nome dele ressurge. No ano passado, ele pode ter feito gesto calculado. Afirmou que não concorrerá nem a deputado, nem a senador, nem a vice-governador. Não citou governador. Talvez por nem cogitar a possibilidade. Talvez para deixar a hipótese em aberto.Surgiram ainda os nomes do advogado Caio César Rocha, filho do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Ásfor Rocha, e do empresário Deusmar Queirós, da Pague Menos. Cada partido deve trabalhar internamente suas alternativas.São todos personagens com carreiras fora da política, com trânsito no meio político e empresarial. São filiados ou próximos a PSDB e DEM. O aspecto curioso: muitos deles têm boas relações com o governador Camilo Santana (PT). Aliás, não fosse o fato de Camilo ser petista, seria muito provável que ele formasse aliança até com PSDB e DEM. Pela incompatibilidade nacional, o PSDB não vai com ele de jeito nenhum. Já o DEM…A CANDIDATURA OU A VICE O DEM está hoje na base aliada dos Ferreira Gomes. Principal nome do partido no Estado, Moroni Torgan é vice-prefeito de Fortaleza.

Chiquinho Feitosa, presidente estadual da legenda, também é simpático ao governador. Aliás, uma das hipóteses para o surgimento de Caio Rocha, filiado ao DEM, como opção para o governo é que o movimento seja forma de valorizar o partido nas negociações para, quem sabe, garantir a Feitosa a vaga de vice de Camilo. O pleito é improvável. Nos bastidores, presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), é tratado como virtual candidato a vice de Camilo. Mas há outros interessados e tentar não custa nada.Aliás, no DEM, acabou de entrar Danilo Forte. No plano federal, ele chega forte e respaldado como governista convicto, adversário do PT. No Ceará, aproximou-se do Palácio da Abolição. De que lado ele estará na campanha local é uma incógnita.

 

O Povo

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