Ohio cancela execução após médicos não conseguirem encontrar veia de condenado

“Foi minha decisão porque não era provável que conseguíssemos acessar veias”

O estado de Ohio cancelou a execução de um assassino condenado com múltiplos problemas de saúde nesta quarta (15), porque membros da equipe estadual de execução não conseguiram encontrar uma veia para inserir um cateter intravenoso e administrar as drogas letais.

Foi apenas a terceira vez na história dos EUA que uma execução foi cancelada depois que o processo já tinha sido iniciado.

A equipe de execução primeiro tentou aplicar o cateter nos dois braços de Alva Campbell por cerca de 30 minutos enquanto ele estava em uma maca na câmara da morte do estado, e então tentou encontrar uma veia em sua perna direita, abaixo do joelho.

Eles usaram um equipamento uma luz piscante vermelha que parece ser uma forma de localizar veias enquanto periodicamente confortavam Campbell, dando tapinhas em seu braço e seu ombro.

Aproximadamente 80 minutos depois que a execução estava agendada para começar, Campbell, de 69 anos, cumprimentou os dois guardas depois que a inserção parecia ter sido bem-sucedida. Cerca de dois minutos depois, testemunhas da imprensa foram solicitadas a deixar o local sem serem informadas sobre o que estava acontecendo.

Gary Mohr, chefe do Departamento de Reabilitação e Correção de Ohio, disse que eles lidaram humanamente com a tentativa, mas que as condições das veias de Campbell mudaram desde exames na terça.

Ele disse que cancelou a execução após conversar com a equipe médica. “Foi minha decisão porque não era provável que conseguíssemos acessar veias”, disse Mohr.

Campbell, que deveria ser executado por matar um adolescente durante o roubo de um carro há duas décadas, será enviado de volta ao corredor da morte e uma nova data de execução será decidida, afirmou Mohr.

Policiais o levaram até a câmara da morte em uma cadeira de rodas e colocaram um travesseiro na maca.

Os advogados de Campbell tinham alertado que a morte do detento poderia se transformar em um espetáculo por causa de seus problemas respiratórios e porque um exame tinha demonstrado dificuldades em encontrar veias adequadas para a administração de um cateter intravenoso.

Eles argumentaram que ele estava doente demais para ser executado, e também que deveria ser poupado por causa dos efeitos de uma infância brutal, na qual foi espancado, abusado sexualmente e torturado.

Campbell sofre de problemas respiratórios relacionados a um longo hábito de fumar. Seus advogados dizem que ele precisa de um andador, depende de uma bolsa de colostomia e precisava de tratamentos respiratórios quatro vezes ao dia.

O procurador do condado de Franklin, Ron O’Brien, chamou Campbell de “garoto propaganda para a pena de morte”. Procuradores também dizem que as reivindicações sobre a saúde de Campbell são irônicas, já que ele fingiu paralisia para escapar da custódia da corte no dia do crime pelo qual foi condenado.

G1

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