Grupo de combate ao crime organizado da PF vai atuar com agentes da Força Nacional

Proposta é atuar com estratégia, inteligência e integração com as forças de segurança pública estaduais e municipal, explica superintendente da PF no Ceará.

Composto por agentes da própria Polícia Federal e por policiais civis que integram a Força Nacional de Segurança Pública, o grupo especial de combate ao crime organizado, no âmbito da Polícia Federal no Ceará, vai começar a atuar na “Operação Concórdia”, que pretende coibir a ação das facções criminosas que se instalaram no estado.

“A tratativa para a criação desse grupo foi iniciada, junto à Direção-Geral da Polícia Federal, bem antes de ocorrer a chacina [de Cajazeiras] e do conflito em Itapajé”, explica Delano Cerqueira Bunn, superintendente da PF no Ceará.

“A ideia é trabalhar em parceria com o Governo do Estado em ações de inteligência para mapear, desarticular, identificar e coibir as formas de financiamento, monitorar – em caso de indivíduos presos – e prender os integrantes que estiverem soltos”, diz o superintendente.

O governador do Ceará, Camilo Santana, solicitou apoio do Governo Federal para combater organizações criminosas após a chacina das Cajazeiras, quando um bando armado invadiu uma festa e matou 14 pessoas; e do massacre na cadeia pública de Itapajé, que resultou na morte de 10 presos.

De acordo com Bunn, esses agentes, mesmo não fazendo parte dos quadros da PF, recebem treinamento da Secretaria Especial de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para atuar em ações especiais.

“Com o treinamento, os integrantes da Força Nacional de Segurança Pública recebem a chancela da Polícia Federal para essa atuação especial”, explica. A “Operação Concórdia” é temporária e vai durar o período que for necessário para as ações a que se propõe, segundo o superintendente da PF no Ceará.

“A proposta é atuar com estratégia, inteligência e integração com as forças de segurança pública estaduais e municipal”, disse.

Pedido de reforço

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), pediu R$ 15 milhões de apoio financeiro ao presidente Michel Temer para investir no Centro Integrado de Inteligência do Ceará. O pedido foi feito na tarde do dia 30 de janeiro, quando Camilo participou de audiência com o chefe do executivo nacional, em Brasília.

O objetivo do Centro integrado é dar mais agilidade no combate ao crime organizado, segundo Camilo Santana. “Vamos integrar todas as ‘inteligências’ dessas instituições para unificar as estratégias, a investigação e a punição dessas pessoas”, disse.

Ações contra facções

Camilo Santana anunciou após as Chacinas de Cajazeiras e de Itapajé, diversas medidas de combate às facções que atuam no Ceará. O governador também informou sobre a criação de um grupo especializado de combate ao crime organizado no âmbito da Polícia Federal no Ceará, a fim de que sejam fortalecidas as investigações sobre tráfico de drogas, de armas e proteção de fronteiras, por exemplo.

“Essa é uma responsabilidade constitucional do Governo Federal. Estou até pedindo uma audiência com o presidente da República para cobrar ações mais efetivas do Governo Federal contra o crime organizado.”

Tribunal de Justiça do Ceará criou uma vara especial para julgar crimes envolvendo membros de facções criminosas. A Vara de Delitos de Organizações Criminosas tem objetivo de acelerar esses casos.

“A iniciativa visa a dotar o Judiciário de meios mais adequados para empreender agilidade ao julgamento de processos dessa natureza”, explica o desembargador Gladyson Pontes.

G1

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