Eleições 2018: Pré-candidatos já apostam em redes sociais

A criação e o fortalecimento da presença digital dos candidatos está a todo vapor

A campanha eleitoral deste ano, oficialmente, só deveria começar no mês de junho, segundo estabelece o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. Mas é fácil perceber que a movimentação dos “pré-candidatos” já começou, principalmente, na internet.

A criação e o fortalecimento da presença digital dos candidatos está a todo vapor. Basta, apenas, uma pequena observação nas redes sociais, onde alguns possíveis candidatos estão investindo nas postagens diárias, inclusive com “posts patrocinados”, quando há o pagamento de valores para dar maior visibilidade às publicações.

Isso tudo porque as campanhas deste ano terão desafios ainda maiores que as anteriores. Existe uma tendência pela não participação dos eleitores no processo superior às eleições municipais de 2016, em que algumas campanhas tiveram o percentual de votos brancos, nulos e ausentes, próximo de 40% do total, conforme dados oficiais da Justiça Eleitoral.

Aliada à descrença do eleitorado na classe política, as duras regras de financiamento eleitoral culminaram em um ambiente muito competitivo, que demanda planejamento profissional para que campanhas se sobressaiam ante os adversários.

Planejamento
Esaú Sampaio, CEO e diretor da Cabana Digital, explica que o grande destaque porém está no planejamento, item vital para presença online. “O trabalho digital é como peças de um quebra-cabeça. Cada fragmento deve ser encaixado no lugar correto. Não dá para se atirar no escuro. Além disso, é preciso escolher o canal que faz mais sucesso. O planejamento, portanto, nesse ponto é fundamental, e deve abranger várias redes, considerando que cada uma tem seu público e assunto específico, e qual gera maior e menor engajamento”, explica Sampaio. “É preciso saber que não se faz campanha sem emoção, mas também não se alcança a vitória se não for feito um trabalho bem planejado e racional”, frisa ele.

Cenário
Além disso, o especialista lembra que “o atual cenário governamental que vivenciamos em nosso país, só reforça a estruturação de uma comunicação embasada na credibilidade e em técnicas de persuasão genuínas. Saiba aproveitar da melhor forma, as interações dos usuários com sua figura política. Aqui entra um fato importante. O acesso à internet, provém grande parte, hoje, do uso de tablets e smartphones. Espera-se então, que as táticas mobile, sejam melhor exploradas esse ano”.

Wagner
Um dos parlamentares que está de olho na interação com o eleitoral nas redes sociais é o deputado Capitão Wagner (PR). Segundo ele, assim como em disputas anteriores, as redes sociais terão uma atenção “especial”. “Os assessores, assim como eu, damos muita atenção às redes sociais, procurando interagir com o eleitoral, aproximando-o de nosso mandato e do nosso trabalho externo. E nas eleições não será diferente”, explicou o deputado que, até o momento, é apontado como o pré-candidato da oposição ao governo do Estado.

Camilo
Mas não é só Wagner que tem os olhos voltados para esta fatia do eleitor conectado. O governador Camilo Santana também tem apostado mais nas transmissões ao vivo, sobretudo mostrando as ações realizadas no interior do Estado. Tradicionalmente, às terças-feiras, Camilo responde às perguntas dos internautas em um bate-papo que começa pontualmente às 13 horas. Além disso, o Governador, que vai disputar a reeleição para o Palácio da Abolição, tem transmitidos praticamente todos os eventos públicos oficiais e interagido diretamente com os internautas.

Dados
Segundo a pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet, 58% dos brasileiros estão conectados à internet. De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, realizada pelo Ibope a pedido do governo federal, metade dos pesquisados afirmou se informar pela internet. O meio é o segundo mais popular para a busca de notícias, ficando atrás apenas da TV, mencionada por 89% dos entrevistados. A principal rede social usada pelos brasileiros, o Whatsapp, informou em maio daquele ano ter cerca de 120 milhões de usuários no Brasil.

Com informações do OE

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