Cearense corre maratonas internacionais de chinelos: “não gosto de usar tênis”

Correr uma maratona não é tarefa fácil e pode ser ainda mais difícil se o percurso for feito de chinelos

Correr uma maratona não é tarefa fácil e pode ser ainda mais difícil se o percurso for feito de chinelos. É assim que o cearense Edílson Saraiva gosta de praticar corrida de rua.

“Desde 2014 eu corro assim, não gosto de usar tênis porque esculhamba [sic] a unha todinha”, relata o corredor.

Neste mês de outubro, Edílson chamou atenção no exterior. O cearense, de Baturité (a 100 quilômetros de Fortaleza), completou a maratona de Buenos Aires, na Argentina. Ele correu 42 quilômetros de chinelos e fez um tempo de 3h13. E essa não foi a primeira vez que o atleta saiu do país. “É sempre bom correr fora, foi a minha terceira vez. Já completei uma maratona no Chile e outra no Peru”.

Mas Edílson sonha em ir ainda mais longe. “Tenho muita vontade de ir correr em Berlim, na Alemanha. O problema é que o dinheiro é pouco, pago tudo com muito esforço. Seria muito bom um patrocínio”, revela. O corredor trabalha em uma oficina de alinhamento e mecânica.

A maior distância percorrida pelo atleta foi de Baturité até Fortaleza. Edílson demorou 9h45 para completar os 100 km que separam as duas cidades. Segundo ele, um par de chinelos pode aguentar até 20 maratonas, cerca de 844 km percorridos. Para 2018, o corredor já garantiu presença, com as suas chinelas, na tradicional maratona do Rio de Janeiro.

Um par de chinelos pode aguentar até 20 maratonas

Tribuna do Ceará

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